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Local: Sampa, Brazil

Um anjo de vestido. Uma libido do cacete.


"Eu escrevo sem esperança de que o que eu escrevo altere qualquer coisa. Não altera em nada... Porque no fundo a gente não está querendo alterar as coisas. A gente está querendo desabrochar de um modo ou de outro..." Clarice Lispector

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    Kibe Loco



    9.3.07

    Zabumba Bumba Esquisito.

    O motivo inicial de ter feito esse blog foi o fato de eu poder falar de todas as coisas boas e ruins que acontecem comigo, sem me importar com quem vai ler. E esse é o motivo de nunca ter divulgado à mil como fizera com os outros. Sempre deixei a mulher da pizza lá no meu orkut, na boa. Se, um dia, alguém tivesse a curiosidade de abrir e olhar descobriria sim, o que eu penso. Tudo o que escrevo aqui eu concordo, faz parte de mim, são desejos, vontades, características. Escrevo pra desabafar, pra tirar alguma coisa boa da situação ruim. Escrevo porque quero. E o que não quero é dar satisfação sobre o que eu escrevo ou pra quem escrevo.

    Hoje já penso na mulher da pizza com outras intenções também. O blog já é mais famosinho e o “cara-que-eu-to-pegando” entra aqui e lê. Quando eu to meio triste com alguém e não quero falar (porque às vezes eu nem sei porque estou triste direito) eu venho aqui e escrevo, não só porque eu sei que tal pessoa vai ler e vai se tocar, mas também porque sei que amigos que me ajudaram tanto vão ler e me ajudar de novo. Porque a vida é assim, a gente cai e levanta. Dói sim. E a simplicidade das estórias são tão intensas quanto essa dor.

    Não me julgue pelo que eu escrever aqui. Eu nunca disse que era a favor da escravidão e nem que concordo com Hitler. Isso aqui é a minha vida. Se a carapuça serviu, fica na sua. Não vem discutir comigo, se eu quisesse discutir isso já teria tomado a iniciativa. Não é uma bronca, mas acontece que eu não gosto. E quando isso acontece dá vontade de fazer outro blog pra falar tudo o que eu penso outra vez, sem julgamentos.

    Quando gosto de alguém uma parte da minha felicidade fica condicionada a ela. Suas atitudes, gestos, palavras e ações me afetam de modo avassalador. De modo que uma simples atitude me aquiete por uma tarde inteira e olha que isso não é fácil. Exatamente do mesmo modo que outras atitudes me alegram por uma semana. Não sei o que é, talvez eu espere demais. Acredito que tudo o que acontece com a gente é culpa da gente mesmo. Se fulano me machucou a culpa é minha. Fui eu que permiti que ele me machucasse e agora tenho de arcar com as conseqüências. Por isso não culpo ninguém. Aliás, eu culpo, mas no fundo, sei que a culpa é minha. Eu me permito receber menos do que mereço. Talvez, como disse aqui muitas vezes, eu não saiba me dar valor ainda. Embora tenha achado que já soubesse, não sei, mas o importante é que estou seguindo o caminho iluminado.

    Minha mãe diz que a mulher da pizza é burra e não sabe escolher os sabores. E talvez seja verdade, acontece que não sei viver pela metade. Não sei controlar o gostar. Assim como não sei onde está a tabela de critérios pra ser especial pra alguém. Não sei jogar. Quando falo que amo é porque amo mesmo e vou amar até um dia dizer “hoje eu não amo mais” não dizer “eu achei que amei”. Porque eu amei, vivi e fui feliz e não há preço que se pague por isso. Sou sincera sobre os meus sentimentos para comigo. E quando falo que amo é porque eu amo e quero gritar pra todo mundo ouvir, sem me importar com passado, presente e futuro. Porque eu sou ser humano, tenho sangue correndo nas veias e acho que a coisa mais bonita do mundo e ser feliz e fazer feliz.



    Ps: não sou a favor do Hitler nem da escravidão. (É melhor avisar pra não criar divergências de comunicação.)

    Dito e feito por Mulher da Pizza. 11:01