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Um anjo de vestido. Uma libido do cacete.


"Eu escrevo sem esperança de que o que eu escrevo altere qualquer coisa. Não altera em nada... Porque no fundo a gente não está querendo alterar as coisas. A gente está querendo desabrochar de um modo ou de outro..." Clarice Lispector

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    Kibe Loco



    24.10.08

    Marmita

    Começou meio que do nada, e não posso dizer que já não era hora. Nem que eu não queria.
    O grande lance sempre foi aquela tal da amizade, uma palavra que eu acho tão tosquinha e que às vezes só atrapalha na relação, mas que no nosso caso, sempre serviu de base pra qualquer coisa... Qualquer desculpa pra telefonar, ligar, aparecer ou pular de dentro da caixa. Era básico, simples... Cada um seguia com a sua vida, fazendo o que bem entendesse, o que desse na telha, ninguém devia nada a ninguém.
    Tudo estava muito sossegado, então começamos a dar uns pegas esporádicos. Pra matar o tédio... Ponto pro sexo, intimidade, ponto pros despudorados. Um pouco ali, um pouco aqui. Nem muito nem pouco. Aquela medida pra sobrevivência, saca?, Pra não mexer com os retardados dos sentimentos. Esses, sim, são as verdadeiras drogas pesadas, só problema e dependência... E a coisa seguia, meses e meses e meses. Eu o chamava de minha marmita, pra quando batesse aquelas fominha. Meu hot pocket.

    Uns dias atrás... O chamei, sem motivo, pra me acompanhar num aniversário de uma amiga comigo. E a surpresa maior de todas foi que ele foi. Não levei a sério. Como disse, somos amigos há tanto tempo... Tanta história entre a gente. Tanta abobrinha. Como ele diz: tanta groselha.
    Comecei então a reparar que as saídas viraram meio que coisinhas de casal, que eu sempre vejo por aí... Tipos aquelas coisas que só uma namorada fez, sair no domingo pra ir numa loja de esportes na marginal. Fiquei na minha, fingindo que tava tudo certo. E o mundo foi girando nessa ladainha, quando ele me chama pra sair com ele e os amigos numa sexta-feira. Mudou toda uma concepção. Os amigos eram legais, não conhecia ninguém, fiquei quieta com o meu copo de cerveja semi cheio noventa por cento do tempo, senti um tédio... Mas aí é que entra o ponto central. Eu poderia estar em qualquer lugar. Num buraco com o Osama, na caverna do dragão... Ele tava lá. Então eu tava bem.

    Outro dia ele me diz que ta apaixonadinho, inho. Não me surpreendi nada, nada, quando vi que eu também tava. Eu parei de mentir pra mim, de me boicotar... São coisas que a gente vai aprendendo durante a caminhada. Tipo, to ficando velha, broto!

    Ai a vida tava nessa de vai num vai... Ele então me chama pra dar uma agitada com ele numa festa da MTV. Show de lançamento do novo cd do Aliados, que ele neeeem gosta, e que eu conheço todas as músicas, ouço quase todo dia, tenho todos os CDs, já tirei foto com o vocalista e já dei gritinhos histéricos por uma baqueta. Então fomos, eu me sentindo uma amiga dos famosos, já me visualizando sentada no sofá dando um selinho na Hebe... Sem ter do que reclamar da festa, não tocou sequer uma música eletrônica, que eu odeio mais que jiló, era open bar e pra dar o toque final serviam comida mexicana. Quando a banca começou a tocar, ele ficou do meu lado, segurando a minha mão, morrendo de tédio e segurando o bocejo, enquanto eu pulava ensandecida, suada, neurótica, e cantava a plenos pulmões. E nas músicas que eu não sabia, as novas, eu ficava aos beijos com ele. Fim de show, fim de guaca-mole... Sentamos num sofá e ficamos abraçados conversando. Eu devo ter feito uma boa ação muito grande nos últimos dias, pra receber do mundo um momento tão fantástico. Daqueles que a gente já não pensa mais em nada... Que só quer ficar ali falando de coisas como "vamos casar, nossa filha vai jogar futebol e tocar sax, e nossa jukebox vai ficar na mesma sala da mesa de sinuca". E ouvindo ele me falar o quanto me ama. E sentindo que deve ter algo maior que o amor, porque, pra mim, essa já ficou pra trás.

    E então ele me avisa que ta gostando de mim, que não tem outra igual, que quer me ver hoje e amanha, e depois de novo. E eu que já sofria pra dizer não, hoje só aceito o que tem que ser. Eu queria entender - e ao mesmo tempo, não - o que ta acontecendo comigo e com o meu ex, aquele bem antigo, motivo pelo qual eu comecei esse blog.


    Dito e feito por Mulher da Pizza. 12:12
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    17.9.08

    O Último Romance.

    Enfim, a minha posição é:
    Preciso desencanar de um cara com quem vivi a vida que eu sonhei, que nunca me magoou, que nunca deu nenhuma mancada, que convive comigo, que divide os amigos, que me trata bem.

    É sussaaa! ¬¬
    E como não tenho nada novo, nem nada do que falar pra concluir. Vou colocar um texto do KIO aqui. E segue...

    Buscar o amor com afinco, acreditando na possibilidade "conto de fadas", SIM. E condensaria assim:

    Vamos checando:
    - Já me fodi vezes suficientes pra achar que a qualquer momento, um auditório se abriria para me parabenizar por ter resistido a tanta dor sentimental em uma vida? Já.

    - Já acreditei em algo que se dizia profundo e descobri que era tão profundo quanto uma vasilha de água pra borboletas beberem? Já.

    - Já sofri, chorei e lamentei minhas próprias decisões, socando a parede do chuveiro em algumas dessas vezes? Já.

    - Já achei que eu era:
    Amaldiçoado, sem sorte, o flagelo de Murphy, o cocô do cavalo do bandido com diarréia, a poeira de Saturno, devedor de dois trilhões de dólares convertidos em carma ruim, o primeiro sabonete do Cascão, o último absorvente da Dercy, o bobo da Corte do reino do cupido, entre outras possibilidades de coisas ruins que poderiam depor contra mim num relacionamento horrível? Já também.

    Mesmo assim, por que continuo procurando o tal "amor conto de fadas" que falei no início? Porque mesmo com tudo que passei, simplesmente existe a possibilidade de que a próxima... Siiiiim, a próxima pode ser aquela, a escolhida... Minha Trinity se eu fosse o Neo, minha flor se eu fosse um jardim, minha estrela se eu fosse o céu, minha internet se eu fosse o Orkut, meu joystick se eu fosse um Playstation, minha... Bem, acho que deu pra entender. ^_^

    Então, se for a próxima, preciso estar preparado. Preciso me despir de preconceitos e medos, e me munir apenas das boas lembranças e aprendizados que os outros relacionamentos me trouxeram. E manter aqueles sonhos que eu tenho de que a próxima dance comigo ao luar, numa música que só a gente ouça, comendo chocolate e rindo dos nossos fantasmas acumulados...

    Então, não desisto. Levanto a cabeça e sigo em frente. Se não der certo, conto tudo e me preparo pra próxima.
    E eu vou levando.. e vivendo...

    Dito e feito por Mulher da Pizza. 10:03
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    6.8.08

    Sábado

    Às vezes eu acho que já passou, mas aí pego as suas fotos, sempre as mesmas fotos, e olho uma por uma. Olho só para você. Vejo seu rosto, seus olhos e tento me lembrar onde que eu já tinha visto essa sua cara pra mim.
    Às vezes dá vontade de chorar, às vezes dá raiva... Já roguei até praga.

    É engraçado como o tempo passou e eu ainda sinto o mesmo arrepio quando penso em você. É engraçado como dou risada sozinha lembrando nossas bobeiras e da sua cara fingindo estar bravo.

    Eu ando com medo, pelas sombras, me preocupando com as coisas que digo. Tem coisa que eu falo pela simples vontade de chegar a você. Mais do que saudade, sinto falta de mim, que estava entregue de corpo e alma pro mundo. Falta da felicidade plena que eu sentia só por saber que eu tava lá e você também. E nada podia ser melhor.é ruim saber que o nosso mundo continuou girando sem que a gente estivesse presente um pro outro. É chato ver que o mundo não parou pra ninguém. E aí eu fico olhando as suas pequenas mudanças e fico me perguntando o que você ta querendo expressar. Me pego interpretando casos que você nem pensou pra fazer. Porque a sua história é outra.

    É engraçado como o meu corpo às vezes reza, mas no fundo sabe quem é que guarda as lembranças.
    Meu corpo às vezes preza. Por ele mesmo. E muito mais por você.

    É essa a de ser adulto e maduro, olhar e encarar os fatos como são? A música, a frase, a foto, nenhuma entrelinha era pra mim... Não há lá muita cor nessa história de auto-preservação.

    E como diz os versos da sua mais nova música “nenhuma emoção. Uma decepção. Andando no deserto é só mais uma ilusão... Ele não quer saber de você...”.

    E a gente vai... De bar em bar, de mesa em mesa. Tomando cachaça e bebendo cerveja. Talvez eu não tenha você. Talvez eu não seja a mesma. Talvez não haja mais espaço pro passado agora.

    Ítálico: Sábado - Seu Cuca

    Dito e feito por Mulher da Pizza. 17:02
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    31.7.08

    Pedacinho de Papel

    São Paulo, 16 de fevereiro de 2008.

    Morzão,

    Sabe como é, são coisas que só a gente sabe como funciona. É cada mordida e cada apertão, cada Pringles e cada “RHUA” que a gente faz junto quando cantamos Tenha Dó do Los Hermanos. São as nossas frases feitas e mãos dadas antes de dormir.

    Tudo em você se encaixa perfeitamente em mim. Sua boca, seu cheiro, seu jeito, enfim... Quando ouço que “muito acima do asfalto, eu e a felicidade”... É por você que me permito me dominar. Por ser o presente que você é, que faz, que agrega, leva e traz.

    A minha cara de bobona e minhas gargalhadas estampadas são suas.

    Pra mim isso é amor. É ter o céu e o inferno numa pessoa só. É desmanchar o meu orgulho e me aproximar de você pra ver aquele seu sorrisinho de canto de boca.

    Três meses atrás eu não sabia que você podia me fazer tão bem. Agora tenho certeza de mais, de querer te ver e te ter. Hoje sei da minha felicidade. Aliás, tem tanto amor em mim que é difícil não saber,

    Brigada por esses três meses inteiros.
    Brigada por permanecer.

    Te adoro, tranqueira.

    Dito e feito por Mulher da Pizza. 16:37
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    21.7.08

    O tempo passa, o tempo voa...

    Quando a ressaca de sábado passou e eu vi que a morte não se precipitara, saí parar beber e comemorar sua partida. Chega certa idade que não tem mais como esconder do seu pai que você bebe e tem uma vida social. Fui, então, para uma festa a fantasia com ele e seus amigos que me carregaram no colo.

    Conheci Picanha há mais ou menos onze ou doze anos atrás. Isso que eu me lembre, é possível que tenha sido antes. Era um churrasco na casa dele, sei lá de quem, e eu fui toda poderosa com o meu biquíni laranja
    com babados e lantejoulas, acompanhada de duas amigas e nossas barbies. Ele com sua sunga do Sonic, ou seja lá de quem fosse, garanto que não era lá muito melhor do que o meu visual.

    Passamos à tarde na piscina. Lá pelas cinco da tarde, cansada daquela vida de sereia, decidi que iríamos subir no quarto do Picanha, tomaríamos um banho e colocaria roupas secas pra brincar de pega-pega no quarto escuro (eu sei que a mente de vocês, impuros, estão imaginando uma grande orgia, né?, mas eu juro que com oito anos, pega-pega no quarto escuro era uma brincadeira inocente e divertidíssima). Pois bem, subimos e ao abrir quarto por quarto descobrimos que havia hidromassagem na suíte do casal. Porque não? Nada como um banho relaxante, quentinho. Aconteceu que brincamos de Banheira do Gugu, espalhando a água por todo o banheiro, essa por sua vez escorreu pelos cantos e o teto da sala de estar começou misteriosamente a pingar. Com isso, fomos pegas no flagra pelo pai do Picanha e a comida de rabo que eu ganhei dos meus pais foi absurda.

    Me pergunto até hoje como o pai do Picanha ainda gosta de mim depois dessa.
    Passado esse episódio da piscina, eu e o Picanha continuamos indo às mesmas festas e churrascos, nos encontrando ocasionalmente. E desde que eu me conheço por gente, sempre teve um clima meio carregado no ar, como se algo estivesse pendente. Uma vez meu pai o chamou de genro porque nos encontrou trancados no carro. E eu era bobinha-bobinha, tava ouvindo musica só. O tempo passou, cresci, e arrumei mais coisas pra fazer do que sair todo fim de semana com o meu pai. De modo que de uns tempos pra cá, o pessoal só me lembrava de nome. Fui então à festa a fantasia. Eu e a minha fantasia de pirata. Rumo à guerra.

    A primeira pessoa que vi quando cheguei foi o Picanha e sua fantasia de Cowboy. Ele me deu uma xavecada de leve, fiquei na minha e me limitei a sorrir. Estava num local em que algumas das pessoas chegaram a comparecer no casamento dos meus pais. E meus pais são separados há dezessete anos..!!!

    Créu pra lá, créu pra cá... Picanha acende um cigarro. E como quem não quer nada, expliquei a situação e fomos lá fora para que eu fizesse um Malboro Light Amigo feliz. Conversamos e tal. Um friiiio. Nada além, só os olhares demorados.

    Entrei. E resolvi que ao invés de ir pra festa, iria fazer um xixizinho camarada. Fui, tive quase que despir a fantasia inteira, porque o cinto de moeda era um inferno, quando então sou parada no quintal por um menino. Alto, moreno, nem magro, nem gordo, aparelho (urgh) e uma lata de cerveja na mão. Perguntou-me o que eu tinha no copo.
    - Whisky com guaraná.
    - Você tem namorado?
    - Não – respondi, já pensando numa desculpa.
    - Você ta solteira? – Precisa humilhar?
    - To e to com o meu pai.
    Achei que essa desculpa bastaria. Mas homem é muito burro e demora demais pra saber o que é um fora ou um perdido. Quem é que fala do pai quando ta afim de alguém?
    - Ah, mas ele ta lá embaixo. Nem vai saber. Vamos fazer assim, vamos dividir esse whisky aqui e ficar os dois loucos. – disse ele.
    - Olha, - comecei calma - eu não sei você. Mas nem que eu bebesse um copo inteiro eu ia ficar louca, muito menos com esses dois dedos que tem aí. Agora me devolve que eu vou descer. – ou eu to virando tiazona experiente em matéria de bebida ou esse povo ta nascendo com meio fígado só.
    - Nossa calmaaaaa, caaalmaaa!! Deixa eu dá um gole. Me dá um abraço. – Que Mané abraço, meu amigo?!
    Limitei-me a dar uma batidinha em suas costas pra apressar o gole. Então subitamente me lembrei de algo que poderia me tirar dali. Eu e o meu copo.
    - Quantos anos você tem? – perguntei.
    - Quinze e você? – respondeu ele, contente. Orgulhoso do tipo tenho quinze-anos-e-to-bebendo-cerveja.
    Eu, lógicamente, explodi em gargalhadas.
    - Tenho vinte – aumentei um ano pra causar maior impacto. O que deu certo, pois ele deu um gole no copo e me devolveu. E ainda rindo, desci as escadas, que eram grandes e daquelas que a quina arrebenta suas costelas se você cair, ainda mais eu, uma pata-choca de salto alto.

    Créu pra lá, créu pra cá... Passa o Picanha e me dá aquele aperto na lateral da barriga, que arrepia até a nuca, que se bem dado faz uma mulher ficar entre a vida e a morte... Aí você vira pra ver quem foi, e acontece aquele olhar carregado. Aquele olhar significativo que trocamos desde os treze anos. Contei pra ele da criança que veio dar em cima de mim. E ele disse:
    - Vinte? Você tem dezenove!
    - Foi pra causar impacto, Picanha. Você tem quantos anos?
    - Dezenove.
    - E como você sabia minha idade?
    - Mulher da Pizza, você acha que eu, Picanha, vou esquecer o que sei de você? Eu, Picanha, esquecer da Mulher da Pizza? Jamais.

    Hunm... Nham nham nham..!! Ahhh, então é assim que é?!

    Ah, se eu tivesse bebido sóóó mais um pouquinho pra lascar aquele beijo de tchau que ele tanto pediu... Acho que vou ter que ir a mais alguns eventos com o meu pai. Participar mais do crescimento do meu irmão, união, sabe? Preciso estar mais presente na família.
    Veja você... A gente fica fora uns dois aninhos e as pessoas crescer e quando você se dá conta estão pegáveis e comíveis. Quem diria... Aquele pivetinho de sunga e pé de pato. Com a garotinha de laranja que desde os tempos de cabelos curtos chanel já era chamada de nora.

    Mas agora eu to na minha praia. E disso eu entendo. Vou poder usar minhas frases de efeito, jogar meu cabelo de lado e dar aquela reboladinha, porque eu sei onde to me metendo. E pela reciprocidade do olhar do Picanha, dessa vez, o pega-pega no escuro vai ter alguma coisa a mais. Canta, Pizza, caaaanta!
    Minha taça transborda...*

    PS: Freqüentarei o ETGA (Escritores de Textos Grandes Anônimos). Juro.
    * Ultimas palavras do versículo 5 do salmo 22.

    Dito e feito por Mulher da Pizza. 15:59
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    3.7.08

    Aquele que não é meu.

    Sempre acho que namoro, casamento, romance tem começo, meio e fim.Como tudo na vida. Detesto quando escuto aquela conversa:

    - Ah, terminei o namoro...
    - Nossa! Quanto tempo?
    - Cinco anos... Mas não deu certo... Acabou
    - É não deu...

    Claro que deu! Deu certo durante cinco anos, só que acabou. E o bom da vida, é que você pode ter vários amores.Não acredito em pessoas que se complementam. Acredito em pessoas que sesomam. Às vezes você não consegue nem dar cem por cento de você para você mesmo, como cobrar cem por cento do outro?

    E não temos esta coisa completa. Às vezes ele é fiel, mas não é bom de cama. Às vezes ele é carinhoso, mas não é fiel. Às vezes ele é atencioso, mas não é trabalhador. Às vezes ela é malhada, mas não é sensível. Tudo, nós não temos. Perceba qual o aspecto que é mais importante e invista nele.

    Pele é um bicho traiçoeiro. Quando você tem pele com alguém, pode ser opapai com mamãe mais básico que é uma delícia. E às vezes você tem aquelesexo acrobata, mas que não te impressiona... Acho que o beijo é importante... E se o beijo bate... Se joga... E não bate... Mais um Martini, por favor... E vá dar uma volta.

    Se ele ou ela não te quer mais, não force a barra. O outro tem o direito denão te querer. Não lute, não ligue, não dê pití. Se a pessoa está com dúvida, problema dela. Cabe a você esperar ou não. Existe gente que precisa da ausência para querer a presença.

    O ser humano não é absoluto. Ele titubeia, tem dúvidas e medos, mas se apessoa REALMENTE gostar, ela volta. Nada de drama! Que graça tem alguém do seu lado sob chantagem, gravidez, dinheiro, recessão de família? O legal é alguém que está com você por você. E vice versa.
    Não fique com alguém por dó também. Ou por medo da solidão. Nascemos só.Morremos só. Nosso pensamento é nosso, não é compartilhado. E quando vocêacorda, a primeira impressão é sempre sua, seu olhar, seu pensamento. Tem gente que pula de um romance para o outro. Que medo é este de se ver só, na sua própria companhia?

    Gostar dói! Você muitas vezes vai ter raiva, ciúmes, ódio, frustração. Faz parte. Você namora outro ser, outro mundo e outro universo. E nem sempre as coisas saem como você quer... A pior coisa é gente que tem medo de se envolver. Se alguém vier com este papo, corra, afinal, você não é terapeuta. Se não quer se envolver, namore uma planta. É mais previsível.

    Na vida e no amor, não temos garantias. E nem todo sexo bom é para namorar. Nem toda pessoa que te convida para sair é para casar. Nem todo beijo é para romancear. Nem todo sexo bom é para descartar... Ou se apaixonar... Ou se culpar. Enfim... Quem disse que ser adulto é fácil?

    Não escrevi esse texto, recebi por e-mail, arrumei e postei. Nenhum crédito é meu.


    Dito e feito por Mulher da Pizza. 14:26
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    1.7.08

    O mundo é dos homens.

    Hoje ta foda. Além da merda da TPM que por si só formam os dias mais tristes que alguém pode ter, peguei uma mini-gripe. Sabe aquela gripe que vem só com alguns sintomas chatos, que fazem a gente ir ao médico pra pegar um atestado pra provar que não pode trabalhar e tomar uma injeção na bunda que faz a perna querer abandonar o corpo de tanta dor. Tem dia que é assim e tem dia que é assim mais uma leve crise existencial.

    Crise existencial por inúmeros motivos idiotas e não tão idiotas. Porque sou mulher. A gente pode falar que é poderosa, maravilhosa e absoluta, mas qualquer merda que aquele cara faça, e olha que você nem gosta mais dele, vem e te deixa deprimida. Deprimida porque você é mulher e não tem controle dos sentimentos. Quem me dera ser homem, macho, pensando sempre com o pinto. Isso sim é vida. Como eu queria ser homem.

    Tenho a mais pura inveja desse universo que não pertenço. E por mais que eu faça uma cirurgia de troca de sexo, jamais deixaria de ser essa mulherzinha mimadinha do perfume da Dior. Deveria existir cirurgia para troca de alma, de cérebro, de psicológico... Aulas práticas e teóricas de coçação de saco e cuspida no chão.

    Sem contar que toda mulher é dependente de algum cara. Eu mesma, sou solteiríssima e na maioria do tempo sou feliz com isso, e ainda sim dependo de homem. Quem paga minha faculdade é meu pai, por exemplo. E pra você que falou "ah, mas pai é pai não é homem", digo então que quando estou sozinha penso no Repolho pra me sentir melhor. Penso nos bons tempos. E quando eu to muito cor-de-rosa, eu penso no Banana e sua escrotisse-umbigo-do-mundo pra me sentir mais ignorante-mulher-fatal. Meu humor depende dos caras que eu to pegando e dos que eu já peguei. Isso é ser auto-suficiente?

    Mulher não é bixo superior, não. Quero ver quem é que falou isso. Quero ver os argumentos dessa pessoa. Devia estar doidona e achou que só a Babilônia era suficiente para uma existência completa.

    Dizem que a gente faz muito mais coisas que os homens, e ao mesmo tempo. E de salto alto. Mas deixa a Dona sem sexo por uns 3 ou 4 meses. A bicha vai estar subindo pelas paredes, errando relatórios, comendo chocolate, se acabando na musculação da academia, com a casa cheia de gato e cachorro e chorando todo dia no chuveiro. A verdade é dolorida, mas é fato que mulher depende de pinto. Pinto de verdade. Pinto bom, não tem consolo nem dedo nem força de vontade que substitua.
    (minha profunda admiração às freiras)

    Não que eu esteja desvalorizando as mulheres e tal, não estou. É lógico que somos mais rápidas, pensamos em melhores alternativas e temos mais 700 bilhões de qualidade que homem nem sequer sabe o que é. Só que essa nossa complexidade toda faz com que os pontos positivos passem despercebido e que a gente se sinta um saco.

    Só estou falando a realidade. Porque ser mulher é cansativo, dá depressão... A gente se mata lá, pra por o peito pra cima, a barriga pra dentro, sorrir na rua, lançar aquele olhar enigmático e se equilibrar no sapato... E os caras lá no bar, combinando um futebol, um churrasco, um puterinho pra amanha a noite. E podem até furar o olho um do outro, que os amigos estão sempre lá, conversando sobre o fato com uma loira gelada na mão. Pra maioria mulher não é motivo pra fim de amizade. Agora vai lá e pega o namorado da tua amiga pra tu ver o roxo que vai aparecer no teu olho e a filha da puta ainda vai espalhar pra todo mundo aquela sua chupada no garçom no carnaval de 92.

    Mesmo que a gente se mate pra acreditar e fazer acreditar que somos auto-suficientes, vamos ao psicólogo, na manicure, no culto... Não adianta, dá uns dias... Já era! Vambora nos fantasiar de piriguete.

    Ser homem é muito mais legal.



    Dito e feito por Mulher da Pizza. 22:44
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    18.6.08

    Se não me quer, é viado!

    Eu nunca fui daquelas que entram no bar e os caram caem matando. Isso sempre foi papel da Calabreza, da Lagosta e das minhas outras amigas. Elas sempre chegam e abalam, chamando a atenção com seus decotes e produções, seus olhos azuis. Eu não. Sempre tive que me virar sozinha, pois nasci sem peito e na casa do medianamente bonita. E ninguém dá valor a olhos castanhos claros. Castanhos claros cai na categoria de castanhos que está na categoria de olhos comuns.

    Me deixa falar que eu me garanto. Tenho frases feitas que causam o impacto que eu quero. Tenho respostas prontas. Além de ter, o que eu acho a minha maior qualidade, caracteristicas de homem. Psicológicas, não físicas. Sou feminina, corto as unhas, me depilo, tiro a sobrancelha, não tenho voz grossa nem bigode, sento de perna fechada e não arroto em público. Sou bem descontraida com esse lance de arroto, mas eu mesma não arroto. Não dou aquele arroto alto, soletrando o meu nome ou cantando o hino nacional. Tenho certeza que se um dia eu arrotar alguém vai gritar de longe "vai lá Homer Simpsom, se mata" como falam quando eu pratico a vadiagem de bar.

    E já que estamos falando de melecas, também digo que não peido em público, e nunca brinquei de peidar na cara de alguém. Nem pedi pra puxar meu dedo e derivados... E também não tenho nenhum preconceito com esses porcões que me cercam e fazem isso. Contando, é claro, que não peidem na minha cara ou em mim.

    O que eu queria dizer mesmo é que se você, na condição de mulher, for como eu. Pode confiar no próprio taco. Sei que soa prepotente, mas eu pego quem eu quero. Minha lábia é digna de cafas e safas, e eu juro que não to mentindo. Eu sei ser eu mesma e fazer com que os outros gostem disso. Me deixem falar e falar...

    Agora sempre me deixa puta esses caras que se acham o umbigo do mundo, que passam horas na academia puxando 110 kg em cada braço, e toma bomba, e poe uma regatinha colada... Acham que tão abafando. Credo. Aliás, vocês já repararam que os homens citados na categoria bombadinhos são todos iguais? Todos tentam manter uma pinta de surfista sem nunca ter nem subido numa prancha na vida, usam colar de prata ou de semente de alguma coisa, camiseta agarradinha... E fretam ônibus para irem à Vila Olimpia. Puta lugar chato. Lá chove bombadinho. Todos indo pra night, pra balada black, com seus bonés Von Dutch. Eca, eca, eca. Eu só não reclamo desse povo porque quero distância e não frequento a Vila Olimpia. Que fiquem por lá.

    Mas voltando o assunto... A gente se mata de estudar, arruma um bom emprego, corre atrás das coisas, mas uma hora na vida de qualquer mulher, caímos de quatro por um cara que se acha mais lindo que o mar, o sol e a lua. Que acha que nem a mãe é boa o suficiente pra ele. O cara.

    Ele chamava Feijão. Eu tinha 15 anos quando encontrei a foto daquele adolescente com cara de rebelde em um fotolog. Eu nunca havia visto tamanha beleza na vida, estatura mediana, olhos e cabelos castanhos claros no estilo barba por fazer do Brad Pitt. Era futuro marido. Em pouco tempo descobri que ele estudava numa escola próxima a minha e que um amigo do meu amigo era amigo dele. E esse meu amigo nem era tão meu amigo assim. Mas não tive medo e fui lá e contei pro meu amigo, que prometeu contar pro amigo dele pra ele falar com o amor da minha vida.

    Estava no papo. Há. Foi o cara que mais me deu pé na bunda na vida. Quatro foras. Quatro. Nunca! Nunca me deu um beijinho sequer, nem daqueles na trave. E olha que nós frequentávamos os mesmos lugares e sempre nos encontrávamos. Até hoje. Ele mal fala comigo. Deve achar que eu ainda, quatro anos depois, faria de tudo por ele. Eu tenho orgulho, viu? Mas cá entre nós, ele tá cada dia mais gato. Mais gostoso, mais estiloso, cada foto nova no orkut é um arrepio na minha nuca. Hoje eu sei que assim como ele só me via como um filhote de cruz credo, eu só o vejo como o cara que define o meu tipo. Porque ele é chato, se acha, tem piadas bobas daquelas do humortadela, sabe? Hoje eu já curto o estilo kibeloco.

    O que me mata é que ele nunca conversou comigo pra saber como eu sou, como eu penso... Nada. Porque ele sempre se achou bom demais pra mim. Muita areia pro meu caminhãozinho. Pô, eu li O mundo de Sofia com 11 anos. Juro que tenho conteúdo. Dou um pau nele. Será que ele é mais inteligente que um aluno da quinta série? heim?Por isso que se eu to afim de um cara e ele não me quer, só pode ser viado. To falando sério. Não me quer, é viado. Não quer me comer, é viado. Ex também tem que dar o ar de vez em quando. Ex é peguete eterno. Tem que estar sempre aparecendo, marcando o território. Nada de voltar, isso não. Mas tem que estar ali, mostrando assistência. E vocês já repararam que os ex namorados que nós terminamos sempre engordam, ficam feios e a futura namorada é vesga e de aparelhos, e os que terminam com a gente sempre se mantém no peso, viajando pelo mundo, aprendendo línguas, ganhando mais... Indiretamente esfregando tudo isso na nossa cara. É, se terminou também é viado.

    Aí fico pensando, se eu tivesse colocado uma saia de couro brilhante do tamanho de um band-id, um top vermelho decotado com as costas de fora, um salto 15 e uma chapinha tão lisa que nenhum fio ousaria sair do lugar... Um delineador e um batom que deixa a boca igual a da Liv Taylor. Aí sim, eu queria ver se o Feijão não me pegava. Ao som das batidas da Rihanna.

    Francamente... Tá vendo pra onde o mundo tá indo? Tá indo atrás da bunda da mulher melancia. E ai do cara que falar que não a pegaria, vão falar que é viado.

    Dito e feito por Mulher da Pizza. 17:32
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    17.6.08

    Me irritando
    O que a gente faz quando tudo começa a irritar..?? Pra onde vamos??
    Desde ontem estou cercada do tema "o que te irrita?"... Tava escutando chupim e esse era o tema, na comunidade do orkut também estava cada um contando o que mais irritava em casa, e aí fui ler o blog da Tati Bernardi e não tem ninguém mais irritada que ela.
    Aí fui ficando mais irritada do que já sou porque além de me irritar fácil me irritei com essa coisa de começar a reparar que quase tudo me irrita.

    Eu pago várias contas aqui na empresa, mas se tem um negócio que me irrita mesmo é a parte que eu tenho que digitar a senha de números com as letras. Essa parte me irrita pra valer.
    Outra coisa que me irrita bastante é ter que atender ao telefone daqui, porque eu sei que não vai ser nenhum amigo meu me ligando pra bater papo, vai ser trabalho e eu vou ter que trabalhar. Trabalhar me irrita.

    Eu passo o dia inteiro doida pra ir pra casa, aí quando dão dezoito horas eu fico enrolando aqui porque tenho preguiça de andar até o ponto de ônibus. E ta tão frio lá fora. Eu sou muito preguiçosa e isso me irrita. Minha gaveta está hiper mega advanced bagunçada e eu não arrumo quase nunca porque sempre ta passando House ou Two and a Half man na TV. Ou então quero dormir. Ou então não quero arrumar e pronto. Eu queria morar sozinha e ter um quarto gigante pra poder espalhar todas as roupas pelo chão, e me irrito porque no fundo eu adoraria ser fresquinha, arrumadinha, sempre linda e dondoca. E eu mal tenho saco pra fazer as unhas, isso quando não termino por roê-las.

    E tem coisas que me irritam que eu nem sei explicar o porque nem como. Pele descascada do sol me irrita, coisas juntas, mas espaçadas me irritam, cortar o pão francês e sentir as migalhas caindo na minha mão.. noooossa... Eu quero explodir de tanta irritação. É uma angustia que eu não consigo explicar.

    Sou uma pessoa calma na maior parte do tempo e acredito que bom humor é o segredo pra dominar o mundo, mas tem dia que eu acordo e não quero abrir a boca nem pra escovar os dentes... Quero ficar quieta, muda, andando o dia todo de pijama pela casa. Quero sentar na mesa pra almoçar, comer, por o prato na pia e voltar pro sofá. Mesmo que a família inteira esteja sentada na mesa do almoço de domingo. E nesses dias, eu imploro que me deixem em paz. Nesses dias o que mais me irrita é ficar me pedindo coisa. Pega água pra mim? Apaga a luz? Fecha a porta? Pega a roupa no varal? Poe o cachorro pra dentro? Nossa, me deixem em paz, por favor!!! Da vontade de estrangular a pessoa, será que não ta vendo que eu quero ficar quieta e que não to pedindo nada pra ninguém. E nem vem me pedir pra ir comprar pão, nem fodendo que eu tiro o pijama.


    Sei que falando assim todo mundo vai me achar insuportável... Mas eu não sou, não. Sou bem prática e desenvolvi uma arte pra não me irritar tanto que é respirar fundo e me ignorar... Pão eu corto com a tesoura ou então peço pra minha vó cortar pra mim. E também escrevo rapidinho a senha do banco pra acabar logo e poder voltar pro orkut. Não sou fresca, cabeça aberta. Experimentar é meu segundo nome. Até buchada de bode.

    Mas o foda é que o mais foda das coisas que irritam são as coisas que os outros fazem que te irritam. É igual mulher que apanha do marido. Se já botasse o bigode logo no primeiro catiripapo, não iria pra delegacia da mulher chorando depois de uma surra de toalha molhada. É a mesma coisa com coisas que irritam. Se o cara que você ta pegando fez um negócio que te deixou mais puta que a Bruna surfistinha, é bom você já ir falando logo de cara, toda meiga, com jeitinho, que ele fez bosta. Porque se você deixar passar além de se sentir mal, ele vai jogar na sua cara que não tem bola de cristal pra adivinhar o que te deixa bem e o que não deixa. E você vai passar por cima disso e de outras coisas, aí o vulcão transborda cheio de briguinhas ridículas como eu ter pedido sorvete de uva e você ter trazido de banana que se transformará no fato dele não prestar atenção em nada do que você fala. Tudo toma uma proporção muito maior.

    Mas aí é nossa culpa. Meu pai mesmo fala que faz as coisas sempre pensando no melhor e que se ele fizer merda com a esposa dele, ela vai ter que avisá-lo, porque se não avisar ele quer é que se foda. E eu concordo. Por isso hoje quando o safado me perguntou por que eu tava estúpida eu já fui soltando o verbo... Só que aí é ta a diferença. Eu não preciso falar que não gostei do cara ter matado minha família pra ele saber que fez bosta. E eu ainda to engasgada com esse lance do dia dos namorados, mais a filha da putagem de não ter me ligado. E depois falando um tal de você não me ligou, eu liguei, você pediu pra eu não ligar, não liguei e depois você me ligou. Ave!! Que que é isso que eu não entendi nada??

    Sabe quando a coisa não desce pela garganta? Ta aqui entalado..!! E um "me desculpe" não vai resolver dessa vez. Puta cara egoísta do caralho. Principalmente porque essa desculpa foi pedida só porque o imbecil estava com pressa pra terminar a discussão porque ele tava vendo o jogo. A porra do jogo. Que as pulgas de mil camelos infestem o seu rabo que ousou me irritar hoje e que seus braços sejam muito curto pra coçar. Filha da puta são elogios quando me refiro a sua pessoa.

    Essas coisas me irritam demais sabe. Porque ainda se fosse um peguete novo.. Mas po, já estamos comemorando os anos da osteoporose dessa relação. Tá que já estamos cheios de comodismos, egoísmos e ísmos.. Mas só eu que continuo tendo consideração no mundo?

    Eu vou ficar por aqui, pra não me irritar com o texto muito grande. Mas depois alguém me lembra de falar sobre como os tempos nunca mudam. Eu olho pra mim e pros meus amigos e acho que a gente não tem mais limite e que o mundo caminha rumo ao inferno. Mas to ouvindo meu pai falar aqui, e po, parece que ele tava comigo no juca! Porque é tudo a mesma asneira. A gente irritada todo mundo. Juventude irrita os outros. Isso não me irrita. Só dou risada!

    Dito e feito por Mulher da Pizza. 19:50
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    15.6.08

    Dia dos namorados.

    Eu falo que não ligo pro dia dos namorados, mas eu me importo sim. Se eu não tiver ninguém, tudo bem... É um dia comum. Mas aquele cara que eu to pegando a anos, já deixou de ser peguete há muito tempo e quando isso acontece, dia dos namorados é dia de festinha!! Eba!!

    Mas... Perai, perai, perai... Cá estou pensando sobre isso, e desconfio que só eu pense assim. Que só eu me importei com isso. Por mais fútil e pequeno que fosse.

    É uma merda das grandes quando a gente descobre que aquilo que achávamos que não nos afetava mais, vai lá e afeta! Filho da puta!! Eu sinto como se fosse uma traição do meu próprio corpo comigo mesmo. Opa opa, mas não foi você, coração, seu imbecil, que disse que eu podia continuar que tava tudo sob controle?? Que merda é essa agora de mudar as regras e me fazer ficar pra baixo...??? heim? heim? han? han?

    Pra mim cada um é livre pra fazer as próprias regras e mudá-las quando bem entender... Cada um tem que ir atrás do que acha certo e do que melhor lhe convém. Mas até onde vai o nosso bem estar e começa o do outro? É certo querer deixar uma pessoa feliz quando esta nem mesmo pode gastar dois reais a mais de telefone pra te ligar e saber de você? Até onde a gente pode se esforçar pra agradar alguém com quem a gente não tem nada? Até onde esse "nada" vai servir de desculpa pra pensar só em si mesmo?

    Me sinto meio otária de me importar e ficar preocupada. De dar o meu melhor pra alguém que, eu e todo mundo sabe, não faz o MÍNIMO pra merecer. Alguém que sabe que eu to com saudade e nesse domingo nublado e tedioso foi ficar com a outra menininha, a menininha da vez, que ele nem ama, que ele faz de pano de chão também... E dói saber que no dia dos namorados, ele falou com ela. Fosse para o que fosse. Ele falou com ela. Ela. Que até onde eu sabia, não significava muita coisa.

    A ficha vai caindo e pouco a pouco eu vou vendo o meu lugar na vida dele pelos olhos dele. Cada um enxerga com o olho que tem. Pequenos detalhes. E raiva por um dia eu ter aceitado toda essa merda. Raiva por aceitar calada, cada critério e cada migalha. E depois ver que não vale à pena... Quando eu precisar, não vou ter aqui comigo.. Então de que adianta tanto esforço?? Isso vai acabar?? Terá uma luz pra eu seguir?? Tenho chances de pegar um retorno?? Alô? Alô? Planeta Terra chamando..!!

    Eu to puta! De verdade. Filho da puta sem a menor consideração. Francamente, agora eu quero que se foda..!! Liga mesmo, desgraçado. Eu vou ficar aqui, apontando e rindo.

    Se for pra ficar sozinha, que eu fique de uma vez e sem ninguém pra ficar me colocando pra baixo, pra se sentir melhor.

    Dito e feito por Mulher da Pizza. 16:18
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    8.6.08

    Roda, roda, roda.

    Ter um blog é bom porque é como se você estivesse falando com alguém que não vai abrir a boca até você colocar o ultimo ponto final da história. Ninguém vai interromper pra perguntar detalhes, nem fazer cara de espanto ou aquele olhar que foge e vai pra outro lugar e você tem que chamar a atenção "ow, ow...".

    Senti saudades disso aqui. Gosto de saber que tem gente que lê e acompanha e gosto dos comentários anônimos me criticando. Gosto, gosto. Sabe como é, às vezes a gente tem que dar uma sumida pra voltar com bagagem e bom papo. Sinto uma pontada de inveja das pessoas que sempre tem inspiração pra escrever, seja de amor, seja do Clube Atlético Mineiro. Vim sem esse ítem de série. Preciso ter assunto. Por isso as longas pausas.

    A vida continua a mesma. Ainda é minha, embora tenha gente que insista em querer se meter, é a minha vida ainda graças à Deus. Odiaria que ela caisse na mãe de alguém pacato e sem criatividade. Outro dia fiquei pensando num amigo meu que achou que ia morrer. Ele me contou que achou de verdade que ia morrer e disse que se tivesse um papel e uma caneta até escreveria uma cartinha pros pais. E que se fosse morrer mesmo, tudo bem, ele tinha aproveitado a vida, se divertido... Lógico que ainda queria mais, mas tinha certeza que não ficou pagando de expectador. E aí fiquei pensando nisso, que essa vida, esses meus dias, os tempos... Posso não acertar em tudo e nem ter tudo, mas também não to de bobeira nesse mundinho. Se tem uma coisa que hoje me deixa indignada é o disperdício de vida. Mas isso é coisa pra outro dia. Nem eu consigo descrever a minha indignação por quem se acomoda no pêlo do coelho.

    Muita coisa pra contar, muita idéia na cabeça. Volto amanhã, na véspera das minhas férias, pra tentar explicar as novas teorias e tentativas de entender o universo masculino.

    Cada dia eu fico mais chocada com as desculpas que essa espécie inventa pra tocar o puteiro e sair sem consequência das cagadas que fazem. Dá vontade de chacoalhar homem por homem, em fila indiana. Coisas absurdas.... E coisas que eu, como mulher, tenho vergonha de concordar. A gente também tem culpa, se tem!! Maaaaaaaaaaas se não posso com eles, junto-me a eles.
    Sinto que está na hora de uma mudança – na hora de mudar a dança – a música sempre será a mesma e sempre aparece alguém que dança melhor do que você.

    E antes que os puritanos venham me tacar os tomates, já aviso que não é porque a maioria da população XY é sacana com argumentos que os tornam mais sacanas, que todos sejam sacanas. Sempre tem um que presta. E esses que prestam, digo com convicção - baseada na experiência e nas histórias verídicas que presencio -, não são os que me cercam, nem os que conheço. Se é que um dia eu conheci. Mas ainda acredito no bem e no melhor das pessoas. No geral confio em todo mundo até que provem o contrário.


    Em itálico:
    *dezacreditando.blogspot.com

    Dito e feito por Mulher da Pizza. 22:14
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    7.4.08

    Spoiller

    Ah, mas eu aprendi muita coisa nos últimos episódios. Aprendi que não só o Cogumelo é calhorda como as minhas melhores histórias foram com ele. E sempre que for contar alguma delas, por mais que eu o queria queimado, sempre terei aquele sorrisinho de canto. Quero de volta, mas em pedaço. Pra fritar à milanesa.

    Não que hoje eu esteja confortável. Aceitei que o "ele simplesmente não está afim" desta temporada foi pra mim. E nada como estar na merda. Ô lugar quentinho.

    Mudei o corte de cabelo, pintei as unhas de vermelho, comprei roupas e sapatos de estilos diferentes e também mudei o jeito de pintar o olho. Encontrei gente e lugares novos pra conhecer. Aprendi que cerveja e viagem não se recusa. Aceitei que cada um tem sua grana e gasta como bem entender. Hoje já aceito que cada sai se quiser. Passei da fase de insistir e resolver o problema das pessoas. Dá pra perceber os amigos fiéis. Que bom. O mundo é tão frágil para as pessoas serem desleais.

    Entendi que eu nunca fui e não sou menininha. Não gosto de corações, de perfume doce, da Betty Boop, Pucca e nem de cheirinho de morango no caderno. Não curto barriga tanquinho, nem discutir relação, de bancar a virgem-tímida e nunca, nunca mesmo, deixei ou vou deixar de fazer alguma coisa por causa do meu cabelo. Sou diferente, sim. Indiferente, não. Amo com tudo o que conheço e possuo.

    Ainda sou um pedaço Carrie, pedaço Rachel, pedaço Katie. Larguei faculdade e gente pra trás. Não sou zinha, nem panguá, nem piranha. Não sou parecida com o modelo de mulher que os caras gostam e mesmo que as coisas não saiam sempre como eu quero, ainda assim, prefiro a minha personalidade. Nasci pra ser feliz, não pra ser comum.
    *Em Itálico: Moptop

    Dito e feito por Mulher da Pizza. 23:00
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    26.3.08

    Caraaaaca Maluuuco!!

    Tava aqui matando o tempo e relendo uns posts antigos... Todos eles foram escritos de dentro de algum buraco que eu caí e permaneci. A maioria dos textos, por mais cômicos que sejam, foram escritos sob fortes sentimentos como pena, dó, raiva de mim e me achava a maior pária da Via Lactea. Aliás, ainda me acho a maior pária da Via Lactea. Ninguém sofre mais do que eu. Tadinha de mim. Tadinha da Pi! Dêem mais um Cornetto para ela!

    Acontece que mesmo dividindo a moradia com o magma da Terra, sempre tive alguém para falar um "pelo menos", nem que fosse para fazer sentido a pílula anti-concepcional que custa 50 reais. É um desfalque no salário... Mas agooora, geeeente do céu, a coisa pegou e eu não to pegando ninguém. Ninguém na mira, cara! As duas pessoas que eu mantinha um sentimento colorido (por mais que ele só se consumisse com uma), uma me chutou (pra não falar que mandou pra casa do caralho) e a outra está em estado passional com outra (com a Vagem - vide posts anteriores). E eu fiquei aqui, como uma pipoca murcha, vendo o navio afundar. Ouço Celine Dion ao fundo? Estou sozinha em cima da porta de madeira, boiando! Não tenho nem um paquerinha, não estou de olho em ninguém, ninguém sequer me pareceu interessante. Estou boiando na vida.
    Nada, cara, nadica!! Tô tipo... Morta! Será que é aviso do Deus me mandando para um internato no leste do Estado, cuidado pelas freiras cegas do Afeganistão? Será que é nessa hora que eu tenho que sair de casa como uma Barbie embalada a vácuo para dançar a velocidade 5 do créu?

    Estava lendo um livro agora a pouco e em certo momento a personagem pensa em fazer sexo com uma pessoa do mesmo sexo. Me peguei, então, fazendo uma análise e cogitando a idéia do lesbianismo. Que que é isso, meu povo?!?! Por sorte minha lucidez voltou e me lembrou que o que eu gosto de verdade uma mulher não pode me dar. Pra longe daqui com todos os blablablás das preliminares.

    Enfim, a coisa tá preta! Negona mesmo. A cobra fumou, a vaca foi pro brejo e as minhas locuções agrícolas não param por aqui. Vai ser batata! Deixa só minha pressão sanguínea se reestabelecer por conta da total incredulidade para com essa constatação da realidade, que voltarei a pulsar por testosterona.

    Ora essa. Hunf.


    Dito e feito por Mulher da Pizza. 11:21
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    24.3.08

    Finito

    Não é que eu curta ter um problema. Eu curto ter uma boa história pra contar. E quem, senão eu?

    A minha lógica é a seguinte: toda mulher que leva um fora sonha com um gesto que mostre ao ex que ela está muito bem, obrigada, não se sentindo humilhada e não está absolutamente com vontade de rastejar para um buraco úmido e escuro e nunca mais sair de lá. Na maioria dos casos esse gesto da mulher abandonada consiste em passar mais uma camada de maquiagem e vestir alguma coisa de laicra antes de ir para um local onde será vista, senão pelo ex, ao menos pelos amigos dele. Em seguida ela faz de tudo para se divertir como nunca. Por dentro pode até estar com vontade de se atirar sob as rodas de um caminhão, mas quem a vir entre paqueras e amassos a noite inteira jamais adivinhará.

    Eu não sou assim, porém nada mata mais a minha alma do que levar um fora e ficar em casa. Não por eu achar que devia estar toda produzida e purpurinada pronta para matar. Não. Tento fugir da solidão e dos silêncios. Da lembrança, das palavras ditas, ouvidas e lidas. Das entrelinhas. Sou PHD em fugir do problema! Quanto mais eu puder adiar a tristeza, melhor. Nem que eu tenha que assistir McPhee - A Babá Encantada. Mas a gente sabe que não adianta muita coisa e que por mais que inventemos mil e um programas, vai chegar a hora que você vai ficar sozinha e vai querer morrer. Geralmente no ônibus indo pra faculdade, ou então de noite, zapeando os canais da Tv, ou então na rua, quando ouve sem querer uma piada...

    É, caros leitores, reparem como a minha vida é uma comédia. Às vezes eu paro e penso se não é muito fútil da minha parte sentir imensa falta de alguém que só participou 4 meses da minha vida. O que fode tudo é achar que 4 meses é tão pouco que não dá pra mostrar nada e querer mais. É querer mostrar todos os sabores que a pizza possui e não poder. E dói. Dói saber que o Millos na sexta foi sensacional, e eu não estava lá. Dói saber que alguém não sente a menor falta, e francamente, não está nem aí. E dói ver uma lata de ervilha, dói escutar Armandinho, dói não poder ligar e contar que você mudou de jornalismo pra economia e que logo mais vai estudar com os amigos dele. Dói saber que tanto você como ele vão embora dentro de pouco tempo, e se as coisas continuarem como estão, um nem vai saber qual a data definitiva de partida do outro.
    Dói mesmo não saber se ele ainda doaria um rim pra mim, caso eu precisasse.

    Tem hora que eu paro e penso que o inferno deve ser uma casinha geminada de quatro aposentos com um Rover vermelho-escuro e hortensias desabrochadas na frente.

    Dito e feito por Mulher da Pizza. 16:49
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    15.3.08

    Achismo

    Eu acho um bocado de coisa. Eu acho muito legal falar a palavra sensacional, só que ás vezes acho que a falo demais. Eu acho o curso de jornalismo um saco e sinto que estou caminhando rumo ao nada. Eu acho que eu falo demais sobre as minhas coisas, acho que me apaixono fácil, acho que sou grudenta e acho que não sei mudar isso, o que não quer dizer que eu não perceba o erro e não tente mudar. Eu acho que tenho muito defeito, mas mesmo assim acho que merecia muito mais de tudo. Acho que preciso de novos amigos, amos os que eu tenho, mas são todos caseiros e namoradeiros enquanto o meu corpo pulsa por animação e atividade. Acho que é errado não estar satisfeita com as coisas, mas não consigo me contentar com o mundo ou com o meu mundo. Acho que gosto das coisas como são, mas isso não quer dizer que eu não mudaria 99% delas. Acho que eu não fico muito com a minha família e sei que um dia vou sentir falta disso, mas eu não tenho muito saco e não sei fingir quando algo não ta legal. Eu acho que viajar é o modo mais bem gasto de dinheiro que existe e por isso sempre que aparece uma viagem eu tento ir. E acho que gastar com mc donalds, pizza e derivados é o pior jeito porque depois tudo vira apenas coco e a gente nem dá o devido valor àquele big mac. Acho que eu sou infantil, que não sei amar e que por isso ainda vou ficar na merda por muito tempo. Acho que eu devia desencanar de uma pessoa logo na primeira mancada que ela desse. Acho que sou troxa. Acho identidade com qualquer música que eu ouvir. Acho que já pastei um bocado pra minha idade, acho que valho mais do que pareço valer. Acho que a saúde pública devia ser sensacional por causa da quantidade de impostos que a gente paga. Acho que a gente paga imposto pra caramba. Acho que eu deveria ganhar mais. Acho que meus amigos deveriam gastar menos com coisa inútil. Acho a unip uma merda e agora que um menino de 8 anos passou no vestibular acabaram-se as minhas dúvidas e eu vou sair de lá. Acho skank uma das melhores bandas que existe. Acho o Chico o máximo e adoro esse jeito que ele tem de fingir que não tem defeitos. Acho também que ele não tem coração e é egoísta. Acho que o Peteca é tão troxa quanto eu, ou um pouco mais. Acho que a gente tem que assumir o que faz. Acho que cigarro dá tontura. Acho whisky melhor que cerveja, mas bebo até jurubeba. Acho que cada um pode fazer o que quiser com o próprio corpo. Acho rock o melhor som do mundo, mesmo quando eu tenho as minhas fases de axé de micareta. Acho que não gosto tanto assim de micareta quanto a maioria das pessoas. Acho que me apaixonei pelos jogos universitários. Acho que me apaixonei pelo pessoal da puc. Acho que a gente tem que experimentar de tudo. Acho que ninguém devia chantagear a gente emocionalmente na hora em que a gente vai sair pra se divertir, porque se estivéssemos saindo pra trabalhar ninguém ia falar nada. Acho que um dia vou aprender a dirigir direito. Acho o calor mais legal que o frio. E tem comida que eu acho melhor crua. Acho que tenho que mudar muita coisa em mim. Acho que sou a culpada de tudo o que acontece comigo. Acho que uma das minhas melhores amigas é a Vanessa, que eu nunca vi. Acho que ela é a pessoa que mais me entende no mundo, que passa pelo que eu passo e é uma das únicas pessoas que eu conto tudo, porque eu me acho tão idiota que omito as coisas dos mais próximos por ter vergonha das minhas atitudes. Acho que a música “foi daquele jeito” do Aliados linda e meu sonho é que um dia o Chico a “cante” pra mim. Acho que ele nunca vai “cantar”. Acho que me iludo muito e me encho de esperança em vão. Acho que meus tombos são enormes e acho também que eu sou legal demais pra me machucar tanto. Acho que eu deveria dar um tempo pra mim e um tempo de mim pro mundo. Acho que devia me fingir de morta e dar atenção à coisas realmente relevantes como o futuro. Acho que deveria saber de tudo o que acontece no mundo das notícias, mas acho tudo um saco. Acho que a vida é cinza. Acho que São Paulo é cinza mas mesmo assim amo isso aqui. Acho que eu devia guardar dinheiro e ir embora logo. Acho que não iria muita gente no meu enterro. Acho que tem gente que eu dou o maior valor, que eu daria um rim por ela, e elas nem sequer se importam comigo. Acho que vou valor pras pessoas erradas. Acho que ninguém merece carregar nas costas o peso de nos fazer feliz. Acho comparação o fim da picada. Acho que cada um é o que é. E tudo isso o que eu acho, eu não acho que sejam verdades absolutas, acho que posso mudar de idéia a qualquer minuto e acho que ninguém pode me culpar pelas coisas que eu acho. Acho que cada um tem que tentar ser feliz do jeito que é!


    Dito e feito por Mulher da Pizza. 12:22
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