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Um anjo de vestido. Uma libido do cacete.


"Eu escrevo sem esperança de que o que eu escrevo altere qualquer coisa. Não altera em nada... Porque no fundo a gente não está querendo alterar as coisas. A gente está querendo desabrochar de um modo ou de outro..." Clarice Lispector

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    30.5.07

    O Rubem Braga escreve bem pra caralho

    E no meio dessa confusão alguém partiu sem se despedir; foi triste. Se houvesse uma despedida talvez fosse mais triste, talvez tenha sido melhor assim, uma separação como às vezes acontece em um baile de carnaval — uma pessoa se perda da outra, procura-a por um instante e depois adere a qualquer cordão. É melhor para os amantes pensar que a última vez que se encontraram se amaram muito — depois apenas aconteceu que não se encontraram mais. Eles não se despediram, a vida é que os despediu, cada um para seu lado — sem glória nem humilhação.
    Creio que será permitido guardar uma leve tristeza, e também uma lembrança boa; que não será proibido confessar que às vezes se tem saudades; nem será odioso dizer que a separação ao mesmo tempo nos traz um inexplicável sentimento de alívio, e de sossego; e um indefinível remorso; e um recôndito despeito.
    E que houve momentos perfeitos que passaram, mas não se perderam, porque ficaram em nossa vida; que a lembrança deles nos faz sentir maior a nossa solidão;
    mas que essa solidão ficou menos infeliz: que importa que uma estrela já esteja morta se ela ainda brilha no fundo de nossa noite e de nosso confuso sonho? Talvez não mereçamos imaginar que haverá outros verões; se eles vierem, nós os receberemos obedientes como as cigarras e as paineiras — com flores e cantos. O inverno — te lembras — nos maltratou; não havia flores, não havia mar, e fomos sacudidos de um lado para outro como dois bonecos na mão de um titeriteiro inábil.
    Ah, talvez valesse a pena dizer que houve um telefonema que não pôde haver; entretanto, é possível que não adiantasse nada. Para que explicações? Esqueçamos as pequenas coisas mortificantes; o silêncio torna tudo menos penoso; lembremos apenas as coisas douradas e digamos apenas a pequena palavra: adeus.
    A pequena palavra que se alonga como um canto de cigarra perdido numa tarde de domingo.

    Dito e feito por Mulher da Pizza. 21:04
    1 comments

    26.5.07

    É como querer sorvete no frio.

    Sobra tanta falta de paciência que me desespero
    Sobram tantas meias-verdades que guardo pra mim mesmo
    Sobram tantos medos que nem me protejo mais
    Falta tanta coisa pra dizer que nunca consigo

    Sei lá se o que me deu foi dado
    Sei lá se o que me deu já é meu
    Sei lá se o que me deu foi dado ou se é seu.
    *TM

    Dito e feito por Mulher da Pizza. 16:35
    1 comments

    23.5.07

    Retrocesso

    Andei pensando...
    Acho que brevemente o Papa terá de retornar ao Brasil para me beatificar.
    Eu não tenho pílulas, não tenho um manto sagrado. Nem sequer vou à missa, que dirá faço milagre.

    Mas eu tenho um coração misericordioso. Pode crer. Perdôo fácil, fácil.

    Sim, meu nobre leitor, o inesperado aconteceu.

    Eu não tenho mais ódio do Banana que me magoou tanto. Aquele que chora na chuva. Aquele lá, que alguns dizem que carregam uma alcunha duvidosa. Aquele mesmo que me fez escutar músicas tristes da Alcione às escondidas. Aquele que me fez duvidar de mim mesma, dos meus princípios, conceitos. Da minha própria integridade. Ta, parei.
    Por increça que parível não desejo mais que ele caia da escada, não desejo mais que ele tropece e morra. Também não desejo mais que ele more debaixo da ponte fedida do Anhangabaú e que sofra de alcoolismo crônico.

    Sempre tive a curiosidade de saber como seria falar com ele de novo. Será que o amor que tive há tempos e pensara estar morto, estaria apenas adormecido e eu iria voltar rastejando por um fio de cabelo no seu paletó?

    Confesso aqui que o meu filminho mental predileto era de vê-lo com o coração despedaçado por um pé na bunda e-x-a-t-a-m-e-n-t-e igual ao que eu recebi. E quando eu o visse, ele viraria pra mim e diria:
    - O que foi? Veio aqui pra pisar em mim?
    E eu responderia calmamente:
    - Não, porque eu não piso em quem já está no chão.

    Ai, ai... Sou uma criança ainda, não? Segunda-feira mesmo, estava com o Mandioca vendo Homem Aranha 3, e comentei que seria o máximo se tivesse um super-herói em São Paulo. (pelo menos eu não fiquei putinha porque cortaram o trailer do Harry Potter)

    E que surpresa boa foi. De saber que toda a raiva, todo ódio, ao longo de mais de seis meses... Dissipou-se da mesma forma que a névoa se dissipou dos meus olhos no fim daquela relação caótica, para que, lentamente, eu fosse encarando a verdade nua e crua.
    E o que ficou no lugar foi uma coisa boa. Uma lembrança gostosa dos momentos bons, e uma saudadezinha do próprio Banana Narigudo mesmo. Afinal, ele não é má pessoa. Só não gostava de mim. Pelo menos não gostava do jeito que eu queria.
    Pois é, a vida segue seu fluxo. O tempo é realmente o Senhor da Razão.

    Vejam vocês como nós evoluímos, como eu vejo o mundo hoje. Como eu desejo o melhor ao próximo. Tá bom vou parar de jogar confete em mim mesma porque eu ainda gosto de falar que vou fazer um vodu de certas pessoas escrotas (como a manicure que fez minha unha hoje e arrancou uma maminha na manteiga do meu dedo indicador direito e agora a dor é tão grande que lateja e eu to achando que o dedo vai ficar roxo, gangrenar e cair). Mas em todo caso, prometo não me tornar um ser muito superior e canonizado porque posts felizes não dão ibope, mesmo.


    Dito e feito por Mulher da Pizza. 15:48
    3 comments

    21.5.07

    Tarja-Preta

    Acelera o batimento e desorganiza o pensamento. Aparece o tempo todo.

    O tempo todo ele aparece. No colchão de solteiro, na rua, dentro do travesseiro.

    Me vejo amarrada aos cheiros, aos beijos, brincadeiras e nas nossas besteiras.
    Besteiras que só nossas são.
    É a voz que me acalma a alma. São sorrisos na minha madrugada.

    Acordo e me recordo que meu primeiro ‘bom dia” já é seu.

    E essa tal de saudade, não sei onde comprei.
    Sei, muito menos, onde é que se vende.
    Com certeza é com receita. Tarja-preta.

    O céu da cor da cidade. A cidade adormecida. Somos amantes cinzas.
    A segunda e a sexta nas mesmas feiras.

    Não sei lidar com essa tal de saudade.
    Dói, enfraquece, deprime e me silencia.


    Quero você por inteiro e minha metade de volta.


    Dito e feito por Mulher da Pizza. 13:59
    1 comments

    17.5.07

    Caderno de Perguntas

    01. Que horas são?
    6:33
    02. Nome:
    Piera Fachinelli
    03. Data de aniversário:
    20/11
    04. Signo Zodíaco:
    Escorpião
    05. Anos:
    18
    06. Tatuagem:
    Nenhuma (ainda)
    07. Tem estado em outro continente?
    Não, mas quero. Qualquer um. Qualquer outro
    08. Ama tanto alguém que seria capaz de chorar?
    Família, namorado e amigos em geral.
    Arthur e Ralf – os poodles
    Filomena – a gata
    09. Corpo - o que você não gosta?
    Do meu pé, não acho ele muito legal não. Acho meu dedo cabeçudo. E atualmente to ficando neurótica com a minha barriga.
    10. Você teve alguma fratura?
    Nunca. Nunca nem torci o pé feio, no máximo um tropeção.
    11. Pepsi ou Coca cola?
    Sempre Coca-cola.
    12. Tipos de bebidas?
    Álcool Tubarão
    13. Copo meio cheio ou meio vazio?
    Já me fizeram essa pergunta numa entrevista de emprego – Copo cheio, lógico. Quem lê, sabe.
    14. Cor de roupa íntima favorita:
    Preto, mas eu nem tenho muitas.
    15. Número do calçado:
    35/36
    16. Número favorito:
    5
    17. Tipo de música:
    Quase tudo. Mas antes do quase, MPB e rock, por favor.
    18. Flor(es):
    De plástico, não morrem.
    19. Assunto de conversação mais detestável?
    Os que eu num sei conversar. Geralmente é algum assunto superatual, que eu nem to sabendo.
    20. Cor(es) favorita(s):
    Preto e verde.
    21. História infantil favorita:
    Rei leão
    22. Como se vê no futuro?
    Daqui há uns 40 anos? Casada, com 5 filhos, morando na praia, surfando e ricaaassa.
    23. De quem recebeste esse teste?
    Roubei do blog da maçã.
    24. Tem noivo(a)?
    Não.
    25. Amigos especiais?
    De todas as cores e credos.
    26. Tem computador?
    Eu tenho sim, mas to na ticket negligenciando o trabalho.
    27. Bandas preferidas?
    Tem banda bagarai.
    28. Qual a primeira coisa que você pensa quando acorda?
    ”eu não acredito que já tocou essa merda dessa celular” ou então “filomena, que saco, pára”
    29. As tempestades, você gosta ou elas te assustam?
    Depende de onde eu to, se eu estiver no trabalho eu vou é ficar muito puta porque o metro vai estar lotado e fedido. Mas vai que eu to em casa com o mandioca... aí, pode cair o mundo.
    30. Se pudesse ser outra pessoa quem seria?
    Seeeeeei lá.
    31. O que tem debaixo da sua cama?
    Chão
    32. Esporte preferido?
    Eu sou cavalgo. (plágio)
    33. Tímido ou extrovertido:
    Me chamam de cara-de-pau. Esse mundo ta perdido mesmo, que absurdo.
    34. Seu nickname:
    Adivinha?
    35. Frase que diga muito?
    “como pode né, gente? Ninguém queria ele lá, e ele foi re-eleito”
    36. Gostaria de ganhar um buquê de flores no seu aniversário?
    Lógico, mas não SÓ um buquê.
    37. Doce ou salgado?
    Depende do que ele comeu no dia. (pegou? Pegou?)
    38. Acredita que um amor pode durar eternamente?
    Puxa vida, claro que acredito. Até o meu Fêmur é romântico.
    39. Você gosta de conduzir?
    Fiz Centro de Formação de Condutores pra isso.
    40. Último lugar que você gritou?
    Domingo.
    41. O que faz quando está aborrecido(a)?
    Fico putinha da vida.
    42. Amigo que vive mais longe:
    Miss Pão de Queijo.
    43. Hora de ir pra cama:
    Depois da meia noite, gosto de ver a carruagem virando abóbora.
    44. Evento preferido?
    Show dos Racionais na Praça da Sé. (auhauhahuahuhua)
    45. 3 Desejos:
    Amor, dinheiro e sexo.
    46. Infiel num namoro?
    Dão.
    47. Qual foi o teu pior erro?
    Eu não erro, me engano.
    48. O que é amizade para você?
    É quando você passa 9 meses levando foras do mesmo cara, rastejando por ele e ficando eternamente agradecida por uma migalha. Os amigos não concordam, mas mesmo assim te levam pra encher a cara e chorar as pitangas em cada pé na bunda semanal.
    49. É viciado em algo?
    Eu páro a hora que eu quiser.
    50. Você tem msn? Qual?
    Tenho, é só pegar no orkut.
    51. Qual foi o melhor e o pior dia de sua vida?
    Melhor (um dos): quando eu ganhei o Arthur de presente.
    Pior (um dos): 2 setembro.52.
    Você se considera ciumento(a)?
    Há, dá uma perguntadinha pro Mandioca.
    53. Qual personagem de desenho, animes ou quadrinhos que você mais curte?
    Garfield e Bob esponja.
    54. São que horas?
    17:42 (lembre-se que eu também estou trabalhando)

    Dito e feito por Mulher da Pizza. 22:55
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    15.5.07

    "A PAZ NÃO DÁ IBOPE"
    (Por Luiz Galdino)



    "Saí de casa às 17h num domingo meio sem graça. Entrei naquele trem totalmente esquecido pelo governo estadual, quase vazio com destino à Barra Funda e me pus a mirar insistentemente as ‘percatas’ (era assim que nós chamávamos alparcatas lá em casa). Pensava no momento incrível pelo qual passamos, todos nós.
    Quando desci naquela estação para fazer a baldeação com destino à Praça da Sé fiquei espantado com a multidão que vi. Realmente essa cidade nunca pára, pensei. Dia das mães, o Papa arrastando quase 500mil pessoas para a basílica de Aparecida do Norte (hoje estão dizendo que foi um terço disso) e ainda assim aquele alvoroço no centro.
    Quando cheguei ao meu destino fiquei contente, pois havia bem mais pessoas do que as mil, no máximo, que eu esperava. Afinal, além de tudo que estava ocorrendo nesse domingo e de termos tido uma festa como essa uma semana antes que redundou em todo aquele sensacionalismo, nem foi possível anunciar direito essa ‘Revirada’.

    Fiquei ainda mais satisfeito ao perceber que a grande maioria dos que eu via vestia camisetas do TM, e que muitos levavam bexigas brancas em sinal de apoio à paz. Fui para o camarim e começou o show da atração de destaque da noite. Digo isso quando levo em conta o fato de ter sido aquela banda a única a fazer a sua apresentação com toda liberdade de tempo. O que, em certa medida, levou todos os outros grupos a se sentirem feitos de "patos" e aumentou ainda mais aquele "pequeno" atraso.
    Tudo bem.
    De repente, comecei a ouvir as vozes em coro de uma multidão que exigia nossa entrada no palco. Nessa hora uma jornalista me perguntou sobre a semana passada: “vocês trouxeram 40mil pessoas...”. Eu disse que na verdade foram 40mil e 3. E que agora estavam lá fora 49mil e 3, mas o 4 estava chegando. Fui delicadamente irônico. Afinal, essas estatísticas de público são sempre polêmicas. O certo é que quando saí pra dar uma olhadela na galera fiquei abismado com como, em alguns minutos, havia aumentado o número de gente. Depois, no show, tentei contar um por um da massa, mas não deu tempo de terminar a contagem. Show pequeno é assim mesmo.

    Parei em 15mil pessoas. O pessoal do jornal parou bem antes de mim. Tem nada, não. Dessa vez não ouvi a ordem expressa de “saiam da área do camarim que o super astro está chegando”.Pelo contrário, tivemos um contato carinhoso com nossos mestres: Moraes Moreira, Armandinho e Leci Brandão. Esses sim: histórias vivas da MPB.

    Quando pisamos no palpo acabou o cansaço; terminou a expectativa. Era tudo perfeito: estávamos celebrando a paz, o respeito mútuo e a cultura desse país. Vocês estavam todos lá. Mesmo aqueles que não puderam ir. Era a verdadeira política. A comunhão entre os desiguais que sabem aceitar suas diferenças.
    Mais que aceitar: VALORIZAR.
    Nem um caso de violência. Ok, paz não dá muito ibope. Mas, você sabe, a gente nunca comeu esse tal de ibope. Já paz: QUE DELÍCIA. De fato foi um ato de desagravo à Virada Cultura (que se inscreva de vez na tradição da cidade). Mas foi também um ato de desagravo à música livre, à arte independente, ao circo, ao teatro, à poesia. Um ato de desagravo à periferia, ao hip hop, aos negros e aos pobres. Quanto à mídia: não buscamos holofotes. O que buscamos está nos olhos de todos vocês: um brilho que se some aos nossos olhinhos úmidos.
    Não suplicamos a atenção de quem não quer ou, no mínimo, não se importa com a cultura desse país, desse povo, dessa nação. Pedimos, isso sim, o engajamento de cada um nessa luta que pode mudar nossas vidas de “dentro pra fora, de fora pra dentro”. ARTE. Ainda assim, continuamos insistindo pelo nosso direito aos espaços:

    INTERESSE DO PÚBLICO TAMBÉM É INTERESSE PÚBLICO.
    Dessa vez a TV Cultura estava lá: VIVA A TV CULTURA. Ela registrou o que ocorreu naquela noite inesquecível. Viu nossa emoção ao percebermos que os nossos mestres estavam ali no palco nos assistindo. Viu que eles nos incentivavam com seus olhares e abraços calorosos. Registrou uma Leci Brandão tomada de uma energia pura, bradando para nós, os encantados, suas convicções políticas e humanas bem claras e coerentes. Nos encorajando ao afirmar: HOJE ME SINTO ORGULHOSA DE ESTAR AQUI. FIQUEI SABENDO QUE OS INTEGRANTES DO TEATRO MÁGICO SÃO MEUS FÃS. ORGULHO-ME DISSO. A Rede Tv também deu seu apoio fundamental. Deu vez à nossa voz. Ao nosso pensamento. O que aconteceu nesse curto espaço de uma semana certamente dará um grande ânimo à música que quer pensar, que quer provocar, que quer fazer pensar. Ao circo que quer inovar-se, que quer ser respeitado, que quer encantar. Ao teatro que quer chegar ao povo. À cultura, independente das interferências idiotas e presunçosas da indústria que transforma tudo em lata de conserva. A Matrix está morta. Vamos construir tudo novo! Vamos contar a nossa história.
    Todos nós!
    Mas não nos iludamos, ainda somos pequenos e frágeis.
    Carecemos uns dos outros. Que cada um de nós que quer uma “nova consciência e juventude” seja o patrimônio do outro. Vamos nos preservar das setas malignas que podem ser lançadas contra nosso peito exposto. Vamos fortificar nossa vidraça dos tijolos tiranos que podem vir. A cara é pra bater: a alma seja resguardada! É um orgulho, um prazer perceber que tantas pessoas buscavam o mesmo que nós buscamos: Brincar de pensar. Nunca esqueceremos. NUNCA.

    VAMOS QUE TEM CHÃO... Agora me conte, voce tambem foi?"


    Um texto que me deixa sem argumentos tem livre acesso à Mulher da Pizza.
    Mulher da Pizza, a mais nova fã de O Teatro Mágico.

    Ps: A propósito, eu fui. E fui nos dois.


    Dito e feito por Mulher da Pizza. 10:30
    3 comments

    10.5.07

    O que muda.

    O Papa ta aqui, praticamente do meu lado, comparando o lugar que ele habitualmente fica.
    São 41 mil pessoas que se disponibilizaram para ir a uma missa no Estádio do Pacaembu para ver o Sumo Pontífice falando que é contra o aborto, o homossexualismo, a camisinha e para canonizar Frei Galvão.
    A Igreja Católica é a principal instituição do mundo, o ramo mais importante do Cristianismo, existente há sabe lá quantos milhões de anos.
    Como pode uma instituição tão importante não evoluir? Como pode tanta gente se mobilizar por um cara que não acrescenta em nada?
    Que vem para São Paulo pra discursar contra a união de pessoas do mesmo sexo, que a mulher deve casar virgem, coisa que, vamos parar pra pensar sério no assunto:
    Casar virgem, ninguém mais casa. Todo mundo experimenta antes, porque vai que vem com defeito. Depois não funciona, dá mó trabalhão pra trocar.

    Mas e aí, se estamos no século XXI e todo mundo pega todo mundo, o que fazer se não podemos usar camisinha, já que não somos casados?
    Vamos então, segundo a igreja, aumentar GIGANTESCAMENTE o índice da taxa da natalidade no mundo. (gigantescamente, porque eu assumo que gosto da coisa e posso citar, no mínimo, mais 5 pessoas que gostam tanto quanto eu)

    E se você for homossexual, e estiver afim da colega do lado e perceber que o sentimento é mútuo, o que você faz?
    Segundo a instituição católica ou você se faz de dissimulada (Hã? Oi? Como? É comigo?) ou você se mata.
    VOCÊ SE mata. Porque o Bispo de Roma está aqui para dizer que também é contra a eutanásia. Então se mate sozinho, sem ajuda.
    *Lembrando que o suicídio é contra as leis de Deus.

    Não sou contra a Igreja Católica nem contra nenhuma outra instituição. Também não sou praticante de nenhuma religião. Acredito em Deus, acredito em fé. Mas não tenho uma opinião formada deste assunto.
    Mas penso que uma organização tem que evoluir junto com seus seguidores. O mundo não é o mesmo de 10 séculos atrás, não adianta pregar coisas que não funcionam mais.
    A tradição é muito linda, o máximo, hu-hu-hu, iê-iê-iê. Mas se tem de ser racional numa hora dessas. E se for pra seguir as tradições, que, pelo menos, as sigam corretamente. Pois na bíblia um dos primeiros mandamentos da Igreja é não idolatrar ninguém (além de Deus, lógico). O que são 41 mil pessoas fanáticas pela Santo Pai? O papa não é Deus, o papa é Pop.

    Eu tenho certeza que se houvesse um mutirão pra fazer algum tipo de ação social, nem metade compareceria. Nem um terço.
    Não concordo com discursos sobre eutanásia, aborto, homossexualismo e camisinha, por mais convincentes que sejam os argumentos, quando se tem a fome na África, por exemplo ou a guerra no Iraque.

    Mas uma vez, agora de outro país, a Cidade do Vaticano, as “autoridades” vão deixando bem claro o que é prioridade pra eles.
    O lance é acreditar em Deus e fazer por si só, um mundo melhor.


    O que muda:
    Muda que o metrô está lotado e insuportável.
    Muda que avenidas e rodovias são interditadas em horário de pico.
    Muda a programação da Tv.
    Muda a rota policial.
    Transito, transito, transito.


    Como diz a Pitty “Reze suas preces e não conte com ninguém”


    Dito e feito por Mulher da Pizza. 11:09
    2 comments